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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pobre Maquiavel

VEREADOR DESLUMBRADO REVELA PERFIL RUIM DAS CÂMARAS DO VALE
Escrito em 1513 por Nicolau Maquiavel e publicado em 1532, cinco anos após a morte do autor, “O Príncipe” é um dos tratados políticos mais importantes da his- tória, uma das bases da construção do Estado moderno.
Para leitores atentos, é uma obra de arte. Para os mais apressados, um convite ao erro e ao engano. Maquiavel ficou popular por uma frase que não existe literalmente em sua obra: os fins justificam os meios, expressão que virou uma espécie de aval ao vale-tudo e à falta de ética na política e nas decisões de Estado. Oportunista, boa parte dos políticos brasileiros prefere, por motivos óbvios, a leitura apressada da obra, favorável a seus interesses mais ime- diatos de ataque ao Estado e preservação de seus cargos, custe o que custar.
Nessa seara, o exemplo mais recente é o vereador Rodson Lima (PP), de Taubaté. Esquecendo dos limites do bom senso e da ética política, Lima postou em sua página no facebook na última quarta-feira a se- guinte frase: “Hotel 5 estrelas, com uma big piscina e de frente para o mar. Tudo pago com dinheiro público.” E completou: “o povo me dá vida de príncipe.” Sua revelação gerou protestos. Assustada com a repercussão do caso, a Câmara de Tauba- té fala em enquadrar Lima em uma Comis- são de Ética que nem existe ainda.
Qual o crime de Rodson Lima?
O príncipe Rodson Lima foi um passageiro deslumbrado de uma viagem de sete vereadores de Taubaté a um congresso legislati- vo, paga pelos cofres públicos. Viagens como essa existem a baciadas. Bobagem. Em sua maioria, não passam de turismo bancado com dinheiro do cidadão. Lima não está só nessa: ele é mais um político que acha que o cargo dá um direito que ele não tem: fazer o que der na telha e dar uma banana ao eleitor. Faltou a Lima respeito ao cargo. Mas as Câmaras do Vale estão repletas de príncipes do absurdo, como Lima. Contra eles, só uma arma funciona: o repúdio da sociedade. 
Fonte: O Vale.
 

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