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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rio soma 96 veículos queimados desde domingo; operações policiais deixam 39 mortos

folhaonline.com
A onda de violência que atinge o Rio desde domingo já resultou, desde domingo (21), em 96 veículos queimados e em 39 pessoas mortas durante operações policiais para coibir as ações criminosas iniciadas no fim de semana.
Somente nesta sexta, desde a 0h, sete veículos foram incendiados --três na zona norte e um na zona sul do Rio, um em Duque de Caxias, um em São Gonçalo e um em Mesquita.
Para tentar conter a série de ataques e veículos incendiados, policiais mantêm operações em morros e favelas. Em Olaria, um tiroteio assusta moradores. Um helicóptero da Polícia Civil sobrevoa o local e atira na região do Complexo do Alemão. Em terra, fuzileiros navais pedem que as pessoas se afastem.

Às 9h50 de hoje, duas retroescavadeiras do Bope (Batalhão de Operações Especiais, da PM) conhecidas como Robocop, um guindaste, três carros Clanfi (lagarto-anfíbio) e três blindados M133, da Marinha, saíram do 16º Batalhão da Polícia Militar em Olaria, no Rio de Janeiro, em direção à Vila Cruzeiro, onde houve uma operação da polícia ontem
Ontem, imagens da GloboNews mostraram traficantes da Vila Cruzeiro fugindo pela parte alta da favela em direção a uma comunidade vizinha, no Complexo do Alemão.
Para hoje, a expectativa é de chegada de reforço na segurança com o apoio das Forças Armadas.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou na noite desta quinta-feira uma autorização que determina às Forças Armadas o reforço do apoio ao governo do Rio nas operações de combate à onda de ataques que ocorre no Estado desde o domingo (21).
Na noite desta quinta-feira o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou que 300 agentes da Polícia Federal darão apoio às operações policiais que tentam coibir a onda de ataques no Rio.
Durante entrevista coletiva na sede da secretaria, Beltrame disse que a polícia vai permanecer na Vila Cruzeiro, na zona norte da cidade, que foi palco nesta quinta de uma grande operação policial.
"Não vamos sair da Vila Cruzeiro. É importante prender essas pessoas, mas é mais importante tirar território. Ações de repressão como as dessa quinta são importantes como parte de um projeto maior que é a retomada de território pelo Estado", afirmou.

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