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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Argentina Chora


Segue "Materia publicada no Jornal Estado de sao paulo hoje"
Buenos Aires de Luto pela perca de seu icone do rock Argentino



BUENOS AIRES - "Las chicas" (As meninas), denominação das cinquentonas, sexagenárias e septuagenárias fãs do cantor argentino Sandro, ícone da música popular argentina, estão de luto desde esta segunda-feira (4) à noite, quando seu ídolo faleceu vítima de um choque séptico. O cantor, que há anos sofria um grave enfisema pulmonar, havia passado por um transplante duplo de pulmões e coração em novembro passado, após oito meses na lista de espera de um doador. Nos últimos dias, perante o agravamento do estado de saúde de Sandro, suas fãs organizaram em todo o país milhares de cadeias de oração. Sandro estava internado em um hospital na cidade de Mendoza, no oeste da Argentina.

Todos os canais de TV na Argentina interromperam sua programação normal para anunciar o falecimento do ídolo de multidões. Informações extraoficiais indicavam que o cantor poderia ser velado com honrarias no Congresso Nacional ou no estádio coberto do Luna Park, em Buenos Aires.
Sandro - também chamado de "Sandro de América" - cujo nome verdadeiro era Roberto Sánchez, é considerado um dos fundadores do rock no mundo hispano-falante. Ele foi a principal figura do rock argentino nos anos 60 e início dos 70. Posteriormente, o cantor adaptou-se às baladas românticas e o pop latino. Carismático, low profile em sua vida pessoal, Sandro transformou-se em um cantor 'cult' desde a virada do século.
Famoso em toda a América Latina, o cantor também fez sucesso entre o público hispano nos EUA. Em, 1970 tornou-se o primeiro artista latino a apresentar-se - e lotar - o estádio Madison Square Garden, em Nova York. Nos anos 80 foi desprezado pela crítica, que o acusava de ter um estilo "brega".
Mas, nos anos 90 sua imagem foi recuperada. Sandro foi convidado pelos jovens roqueiros argentinos para realizar duetos e tratado como um mestre.
Roberto Carlos argentino
Por causa de seus graves problemas respiratórios, Sandro não realizava shows desde o ano 2001. Assolado por um enfisema pulmonar, no último show Sandro cantou com um microfone que estava conectado a um tubo de oxigênio.
Sandro manteve ao longo de sua carreira a marca do requebrado e movimentos pélvicos que enlouqueciam as fãs. Com um look inspirado em Elis Presley, os especialistas posteriormente indicaram que Sandro, na música argentina, teve peso similar ao que Roberto Carlos teve no Brasil.
Com o passar do tempo Sandro trocou a jaqueta de couro pelo smoking. Nos shows também apresentava-se com um robe de seda vermelha. Apesar da troca de vestuário, continuou mantendo o requebrado impetuoso à moda de Elvis Presley que nos anos 60 e 70 escandalizava a Igreja Católica, que pedia que suas imagens não fossem transmitidas pela TV.
Lingeries
Sandro foi o primeiro cantor que contou com frenéticas fãs que tentavam arrancar sua roupa. Nos shows que realizava no início dos anos 70 "las chicas" arremessavam sua lingerie e bichinhos de pelúcia sobre o cantor. No final dos anos 90, as mesmas fãs, 30 anos mais velhas, continuavam arremessando a roupa de baixo na direção do cantor.
Sandro debutou na carreira artística em 1960 quando fundou o grupo "Los caniches de Oklahoma" (Os poodles de Oklahoma), cujo primeiro sucesso foi "Comendo rosquinhas quentes na Ponte Alsina", considerada por vários estudiosos como o primeiro rock argentino que foi gravado.
Em 1961 Sandro e seus parceiros de grupo deixaram de lado o irônico nome canino e mudaram o nome do conjunto para "Sandro y los del fuego" (Sandro e os do fogo). Posteriormente fez carreira solo com os apelidos de "Sandro" e "O cigano".

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