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sábado, 7 de janeiro de 2012

Gastos de deputados da região chegam à lua, literalmente!

Afonso Lobato (PV), Hélio Nishimoto (PSDB) e Marco Aurélio (PT) gastaram juntos, entre março e novembro de 2011, R$ 101.367,51 em combustível: o suficiente para percorrer 467.844 quilômetros
Filipe Manoukian

São José dos Campos



Com verbas públicas, os deputados estaduais Afonso Lobato (PV), Hélio Nishimoto (PSDB) e Marco Aurélio (PT) consumiram juntos, entre março e novembro de 2011, combustível suficiente para percorrer 467.844 quilômetros, mais do é necessário para chegar à lua (a distância entre a terra e a lua é de 384.400 quilômetros). 

Com redutos eleitorais no Vale do Paraíba, os parlamentares gastaram R$ 101.367,51 com combustível, do momento em que assumiram a cadeira de deputado, em março do ano passado, até novembro --último mês atualizado na prestação de contas dos gabinetes da Assembleia Legislativa.
A cifra despendida, considerando-se o preço da gasolina a R$ 2,60 e uma média de consumo de 12 quilômetros por litro, seria suficiente para 2.411 viagens de ida e volta entre São José e São Paulo.
O combustível consumido possibilitaria a realização de 230 viagens (ida e volta) entre São Paulo e Brasília.
Encabeça a lista de gastos com combustível o deputado Afonso Lobato, com gastos na ordem de R$ 59,1 mil. Em seguida, aparece Hélio Nishimoto, R$ 29,3 mil. Marco Aurélio gastou R$ 12,8 mil no período.
Os três deputados negam desperdício e defendem os gastos como “importante para o desenvolvimento das atividades parlamentares”, segundo afirmou Afonso Lobato (leia texto abaixo).
Entretanto, na visão do sociólogo político Alacir Arruda, os gastos são “abusivos”. “Esses valores são injustificáveis. É o preço que pagamos por uma democracia que não segue seu princípio básico, que é ter o povo no poder, os interesses do povo acima de tudo.”


Gastos. O sociólogo também critica, com base nas prestações de contas, gastos “altíssimos”, segundo define, com a confecção de informativos e materiais usados pelos deputados na divulgação de suas atividades parlamentares.

Com serviços gráficos, os três deputados consumiram R$ 69.560,78 em nove meses do ano passado.

“Enquanto isso, muitas vezes, vemos escolas em cidades carentes sem condições de oferecer comida para os alunos”, afirmou Arruda.
Afonso Lobato lidera os gastos com gráfica. Ele despendeu R$ 27,7 mil para o fim. Nishimoto gastou R$ 23,3 mil e Marco Aurélio, R$ 18,5 mil.
Entre outros gastos, os três deputados também destinaram R$ 102,1 mil para locação de seus escritórios políticos em seus redutos. Com água, luz e outras despesas com os escritórios, outros R$ 174,8 mil foram utilizados.
Nos nove meses de prestação de contas, os parlamentares também gastaram, juntos, R$ 7,9 mil com despesas de hospedagem e alimentação. 
Na conta, por exemplo, aparecem refeições consumadas em São José, na Cantina da Nena (R$ 64) e Restaurante Vila Velha (R$ 90). Ambas foram custeados por Nishimoto, que mora em São José. 
Todas as despesas aparecem na prestação individual de contas dos três deputados. Eles têm direito a uma verba mensal para custear as despesas de seus gabinetes. A média em conjuntos de gastos dos três deputados no ano passado, por mês, é de R$ 50,5 mil. 


 Trio diz que gasto já é enxuto
São José dos Campos


Os três deputados estaduais com redutos eleitorais no Vale do Paraíba defendem os gastos efetuados em seus gabinetes como essenciais para a eficiência da atividade parlamentar.

“Os gastos que temos de gabinete são necessários para mantermos uma boa estrutura que permita um bom trabalho político”, afirmou Nishimoto.
O tucano garante que trabalha sempre “tentando a economia”. “A gente segura muita coisa”, afirmou Nishimoto.
“O combustível mesmo é o mais difícil de enxugar gastos. Precisamos para ir para São Paulo, para visitar cidades da região”, disse Nishimoto.
Na mesma linha, Afonso Lobato afirmou que ele e sua assessoria não moram em São Paulo, o que justificaria os gastos com combustível. “São dois carros que vão e voltam todo dia. Dobra a gasolina”, disse o deputado.
Outros gastos. Nishimoto e Afonso Lobato afirmaram também que os gastos com gráfica são “naturais” e “necessários”.
“É um gasto natural para divulgação do nosso trabalho, para permitir que a população saiba onde nos localizar, o que estamos fazendo”, afirmou Nishimoto.


“Entre os gastos com gráfica temos os informativos que fizemos para as discussões da Região Metropolitana. Agora, pega o que gastamos com esses materiais e o que uma prefeitura, como Taubaté, gasta com publicidade”, questionou Afonso Lobato.
Marco Aurélio também justificou os gastos com material gráfico aos panfletos que foram confeccionados para distribuição nas audiências que debateram a criação da RM do Vale e Litoral.

VERBA INDENIZATÓRIA
O que é
Por mês cada deputado estadual pode gastar até R$ 21,8 mil em gastos com combustível, divulgação de atividade, aluguel de escritório regional, alimentação, serviços postais e de telefonia, entre outros
Contas
Todos os gastos realizados que se enquadram dentro da verba indenizatória deve ser justificado. As despesas são exibidas no site da Assembleia
GastosEntre os deputados da região, a verba indenizatória é mais utilizada para combustível e aluguel de escritórios

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