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quarta-feira, 15 de junho de 2011

24 horas para o Brasil ajudar os manifestantes sírios‏


Dezenas de milhares de sírios foram assassinados, torturados, desapareceram ou foram expulsos de suas casas, numa terrível repressão das forças governamentais para silenciar manifestantes pacíficos que defendiam a democracia. O governo brasileiro sabe disso tudo, mas ameaça, de forma chocante, votar contra uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que poderá ajudar a acabar com esta violência.
Apesar de dois meses de relatos horríveis vindos da Síria, o Conselho de Segurança da ONU até pouco tempo não fez nada. Mas agora, dentro de 24 horas, poderá decidir aplicar pressão máxima sobre o presidente Bashar al-Assad para ele acabar com a repressão. Porém, sem o apoio do Brasil, a resolução não será aprovada. A maior parte dos membros do Conselho são favoráveis a medidas fortes para pressionar o regime sírio, mas a Rússia e a China ameaçam vetar a resolução. Se o Brasil votar pela condenação de Assad, esses países ficarão isolados e muito provavelmente irão se abster e deixar que a resolução seja aprovada.

Hoje, o Brasil tem uma escolha: defender os direitos humanos ou aceitar uma brutalidade inimaginável contra civis inocentes. Sabemos que a presidente e o ministro das Relações Exteriores são sensíveis à pressão pública. Não podemos permitir que os nossos governantes fiquem indiferentes quando um número crescente de homens e mulheres corajosos e até mesmo crianças são mutilados e mortos. Vamos inundar suas caixas de correio com mensagens, exigindo que aprovem uma resolução forte. Envie uma mensage agora e depois encaminhe este alerta:
O governo brasileiro diz estar preocupado que a condenação da violência terrível do regime Sírio irá gerar uma insegurança regional e escalar o conflito. Porém, eles estão fechando os olhos para os fatos: a violência está partindo do regime, que está bombardeando bairros, cortanto água, comida e assistência médica para cidades; cometendo massacres em larga escala em várias cidades, violentando sexualmente presos do sexo feminino e masculino; e levando milhares a buscarem refúgio na Turquia para escapar da violência. É portanto a repressão do regime que está ameaçando a segurança regional.
Mas a repressão não será vitoriosa -- quanto mais o regime assassina manifestantes inocentes, como Hamzah al-Khateeb de 13 anos, um menino que o regime torturou até a morte, mais os manifestantes se revoltam e se comprometem com a mudança política pacífica. Vários encontros de representantes da oposição reafirmaram o seu compromisso com o protesto pacífico e rejeitaram a ideia de uma intervenção militar.
Somente uma reação internacional poderá dividir o regime e acabar com a repressão -- e o Brasil tem um papel fundamental na liderança deste processo. A condenação do Conselho de Segurança e as sanções sobre o regime sírio -- incluindo um embargo a armamentos, sanções financeiras e de viagem para lideranças políticas e militares, indicação dos abusos criminosos para o Tribunal Penal Internacional para investigações e melhorias na assistência a refugiados e vítimas -- irão incentivar soldados e líderes políticos a verem que o regime do al-Assad está perdendo aliados e controle do poder, ajudando-os a mudarem de lado.
O Brasil recentemente assinou tratados de comércio com a Síria e o Brasil tem uma grande comunidade de imigrantes e descendentes sírios. Como um país que tem laços com a Síria e sendo uma liderança do cone Sul, o Brasil pode ser um ator com credibilidade única para defender os direitos dos manifestantes pacíficos deste país -- tanto com o regime do al-Assad quando com a Rússia e China.
Vamos nos unir para fazer de tudo para pressionar o Brasil a apoiar esta resolução crucial da ONU, para mostrarmos aos homens e mulheres corajosos da Síria que eles não estão sós na sua luta pela justiça e liberdade. Envie uma mensagem depois divulgue:
A nossa nação também tem uma história de luta contra a repressão -- nós também tivemos que atravessar um período sombrio até conseguirmos construir a base para um futuro melhor. Agora é a nossa vez de apoiar cidadãos por todo o Oriente Médio enquanto eles lutam pacificamente por um futuro mais seguro, menos corrupto e mais justo para eles e suas famílias.

Com esperança,
Stephanie, Graziela, Laura, Alice, Rewan, Ricken, Mohammad e toda a equipe Avaaz

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