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sábado, 12 de março de 2011

Vazamento de radiação será resolvido em breve, diz especialista

A Tokyo Electric Power Company deve conter o vazamento de radiação na usina nuclear de Fukushima 1, localizada a 250 quilômetros a nordeste de Tóquio, em breve. A empresa já iniciou os procedimentos para parar a fusão do reator e assim conter a produção de gás radioativo. O procedimento consiste em adicionar uma mistura de água e ácido bórico dentro da cápsula de aço onde está o reator. “É uma questão de um ou dois dias até que a fusão pare”, disse o físico José Goldemberg, um dos principais especialistas em produção de energia no Brasil, em entrevista ao iG.
Como o vazamento deve acabar em breve, a preocupação agora é com a quantidade de radiação já liberada na região próxima à usina. Goldemberg explica que as usinas utilizam grandes quantidades de urânio para produzir energia (entre 200 e 300 kg) e, por isso, vazamentos de radiação podem gerar desastres de grandes proporções, como o ocorrido em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

No caso de Fukushima 1, a Tokyo Electric Power Company e o governo japonês ainda não informaram a quantidade de radiação que vazou. Os níveis de radiação caíram após uma explosão na usina ocorrida na manhã deste sábado, já que os vapores que aumentavam a pressão dentro da cápsula do reator foram liberados. Apesar disso, o governo japonês aumentou o raio de isolamento em torno de Fukushima 1 de 10 km para 20 km e de 3 km para 10 km em torno de Fukushima 2. “Eles perceberam que a contaminação era maior do que anteciparam”, diz Goldemberg.
Antes da explosão, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, informou que “quantidades mínimas de radiação” vazaram após Fukushima 1 ser atingida pelo terremoto que causou uma falha no sistema de refrigeração do reator. Segundo um pesquisador especializado em reatores nucleares, a quantidade de radiação liberada durante o vazamento está dentro dos limites estabelecidos pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP, na sigla em inglês) e, por isso, não deve causar prejuízos à população e ao meio ambiente. “A atmosfera dispersará aos poucos essa radiação.”
“O Japão tem 54 usinas nucleares preparadas para terremotos e as empresas têm experiência em resolver esses vazamentos”, disse o pesquisador. As usinas nucleares localizadas no Japão protegem seus reatores por vários sistemas de contenção e barreiras, como paredes de concreto com espessuras de um metro. Segundo ele, a situação poderia se agravar caso as usinas fossem atingidas pelo tsunami. “A usina poderia ficar submersa, o que dificultaria a resolução do problema.”
Quando os procedimentos para cessar a fusão do reator terminarem, as áreas próximas à usina devem continuar sob monitoramento até o governo japonês se certificar que os níveis de radiação diminuíram. Só depois os moradores da região poderão retornar as suas casas. “O único transtorno que a população enfrentará será o fato de ter evacuado a área até que a empresa resolva a situação”, diz o pesquisador.
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