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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Engenheiro e filho são presos com 108 pés de maconha em casa

Rio - Um sistema sofisticado de cultivo de maconha dentro de uma cobertura no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, surpreendeu nesta terça-feira policiais da 17ª DP (São Cristóvão). Cento e oito pés da droga foram encontrados na varanda do apartamento de classe média alta e numa estufa montada num dos três quartos do imóvel. O engenheiro eletrônico Francisco Aurélio de Souza Grossi, 65 anos, e o filho dele, o jornalista Gustavo Grossi, 32, foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Eles alegaram que a maconha seria para consumo próprio.
Plantas eram misturadas a flores para disfarçar o cheiro. Alguns chegavam a ter 1,80 metro de altura

Na cobertura, os policiais apreenderam ainda grande quantidade de insumos para o cultivo da droga, como fertilizantes, fósforo e potássio. No apartamento, havia ainda cerca de 50 livros e revistas sobre o plantio da erva, balanças de precisão e um caderno com anotações sobre os procedimentos para o cultivo de maconha. Nele havia anotações sobre controle de temperatura, umidade do ar e até mesmo o pH da terra.
A delegada Valéria de Castro acredita que pai e filho estariam desenvolvendo uma maconha com alto teor de pureza, para ser vendida por um preço muito mais alto do que o cobrado nas favelas. “A estrutura impressiona. Parece que eles buscavam a excelência da maconha. São profissionais”, afirmou a delegada.
Em um dos três quartos do apartamento, transformado em estufa, havia 42 pés da droga, alguns com até 1,80 metro. No cômodo, de 12 metros quadrados, havia refletores, ar condicionado e a parede era forrada com isolante térmico. Na varanda, plantas como jasmim e laranjeira camuflavam visualmente os pés de maconha e serviam também para disfarçar o forte cheiro da droga.
Sementes compradas pela Internet
Pai e filho contaram que compravam as sementes em sites europeus e o produto chegava pelo correio. A polícia vai investigar a informação. Gustavo afirmou que não vendia a droga. “Eu iria armazenar a droga para fumar durante um ano”, explicou. A delegada Valéria de Castro não acreditou na versão. “Ele vai ter que explicar isso para o juiz”, disse, lembrando que a pena pode chegar a 15 anos de prisão.
Os vasos de maconha tinham etiquetas com a espécie de cada planta, entre elas a hindu, mais potente. Os policiais conseguiram identificar a plantação durante observação com binóculo. Em seguida, foram até o teto do prédio.

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